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Imigração investiga ao menos 22 influencers brasileiros por golpes
25/07/2022 13:10 em Economia

As investigações estão sendo conduzidas pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), como mostrou o jornal Expresso, sob a liderança da Procuradoria-Geral da República, que representa o titular de todos os inquéritos em curso. Ao Correio, o SEF informou, por meio de nota, que “todas as situações que são de seu conhecimento, em que, independentemente do meio (incluindo as redes sociais), preenchem o crime em causa, são analisadas e participadas, designadamente o de auxílio à imigração ilegal (artigo 183º da Lei de Estrangeiros)”.

O SEF destaca, ainda, que, a despeito de ter em "investigação casos de auxílio à imigração ilegal e de associação de auxílio à imigração ilegal onde os suspeitos recorrem à internet, nomeadamente às redes sociais, não é possível quantificar esses casos nem informar sobre a nacionalidade e o perfil profissional dos suspeitos". O órgão ressalta, também, que detém competências de investigação, delegadas pelo Ministério Público, e investiga por tipo de crime, não por nacionalidade ou profissão.

O que chamou a atenção das autoridades foi o fato de os influencers darem mostras explícitas de ostentação de riqueza na internet. A maioria dos suspeitos é de jovens, que chegaram a Portugal em, no máximo, quatro anos. Em pouco tempo, passam a postar imagens sobre casas novas e viagens, fazendo crer que é muito fácil melhorar de vida em terras lusitanas. Entre os investigados, há os que se apresentam como advogados, apesar de não terem registro oficial para atuar em Portugal.

Fraudes em série

A rede montada pelos influencers para enganar os incautos é grande. Eles conseguem oferecer às vítimas serviços de passagens aéreas, de assessoria sobre como funciona a legislação de Portugal, parcerias com advogados e comprovação de moradias como forma de tentar driblar a imigração. No desembarque dos aeroportos portugueses, é preciso apresentar vários desses documentos para comprovar que as pessoas estão entrando no país como turistas e não para procurar trabalho. Pelas regras atuais, brasileiros podem ficar em Portugal por 90 dias, prazo que pode ser renovado por mais três meses.

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