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Usuário escapa de golpe online e criminoso pergunta "onde errei?"
31/07/2018 - 11h12 em Novidades

PIAUÍ

Usuário escapa de golpe online e criminoso pergunta "onde errei?"

Pelo WhatsApp, criminoso tentou se passar por primo da vítima para, então, pedir R$ 2,2 mil

Em Teresina, vítima que não quis se identificar descreveu tentativa de golpe que ocorreu nessa terça-feira, 24, no WhatsApp. Homens tentaram se passar por primo da vítima e solicitaram transferência bancária de R$ 2,2 mil. Quando viram que a tentativa fracassou, questionaram: "onde eu errei?".

 

A ação criminosa teve início com ligação de um número de Goiás. Conforme a vítima, um homem ligou dizendo que era seu primo de Brasília. Perguntou, inclusive, se ele estava reconhecendo sua voz. Ele respondeu dizendo que tinha alguns primos e, perguntado, falou o nome de um deles. O criminoso, então, disse que tinha quebrado o carro em estrada no Piauí e pediu para a vítima lhe ligar. 
 
A princípio, relata a vítima, a história foi pertinente, já que ele não havia pedido dinheiro, mas que ele apenas ligasse para um outro número, suposta oficina mecânica, para que os profissionais fossem ao local. Ele informou placa do carro e disse que estava localizado a 20 km de Amarante, a 169 km de Teresina. Quando ele ligou para o número, foi prontamente atendido. Do outro lado da linha, a pessoa atendeu falando o nome da suposta oficina e confirmando a placa do carro. 
 
O alvo do golpe diz que o "primo" pedia desculpa o tempo todo pelo incômodo. Dez minutos depois da segunda ligação feita, o golpista disse que precisava de dinheiro. Alegou que os mecânicos não tinham máquina para passar cartão e que não tinha como sacar o valor. Já descrente com algumas atitudes do homem, neste momento teve certeza de que se tratava de um golpe. 
 
Confirmou com o DDD do número - o primo não morava em Brasília e o DDD do local é 61 e não 62 - e informações desencontradas relativas ao seguro do veículo, criminosos não só perguntaram onde erraram como disseram que esta é uma forma de trabalho deles. 
 
O delegado titular da Delegacia de Repressão a Crimes de Alta Tecnologia (Dercat), Daniel Pires, explicou que o crime, estelionato, não pode ser investigado, já que não foi consumado.
 
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